Coração pulsando, mente a mil. Lembranças. Risos. Sonhos. Desfeitos todos. Reconstruídos, vividos, festejados. Coração acelerado. Que saudade é essa que tenho do que ainda não vivi? Que angústia é essa em ser maior do que realmente estou?
Cadê você? E o ombro, e o abraço? Aliás, onde estou? Não me reconheço nesse lugar. Ele é tão colorido. Muitas cores vivas, outras nem tento, mas todas flutuantes, todas batem no ritmo do meu coração. Ou seja, não tô conseguindo distinguir nada. Será que já consegui?
O sopro do seu hálito no meu ouvido me faz ter arrepios. Eles vem lá do pé e chegam na ponta do cabelo. Rio. Rio da vida. Rio com você. Suspiro. Hey, sai pra lá, ar, preciso. Preciso porque posso ficar asfixiada. Exagero? Talvez. Mas vai que cola?
Costume, maldito. Poderia não tê-lo. Seria mais fácil, mas menos poético. Por que gosto de romance mesmo? É, acreditei desde sempre em contos de fada, vai ver uma hora me acontece um. Se bem que é, vivo um agora. Difícil? Um pouco, mas perfeito cheinho de imperfeições.
Lembranças. Amigos. Que coisa. A vida passa tão ligeiro. Volta no tempo, avança no tempo, pára no tempo, vive o tempo. É, vale a pena.
Ow! Engraçado… nós, garotas, temos sentimentos parecidos. Ao ler seu texto, lembrei desse linkado aqui, que escrevi algum tempo atrás.
http://pseudoficcao.blogspot.com/2009/02/asfixia.html
“Hey, sai pra lá, ar, preciso. Preciso porque posso ficar asfixiada. Exagero? Talvez. Mas vai que cola?”
Essa parte, então…
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